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O papel da tecnologia na infância

Kids-on-Smartphone-Mobile-Technology-Children-Screen-Time-Health-Obese-ActiveVivemos num mundo cada vez mais dominado pela tecnologia e, hoje, é fácil encontrar crianças que ainda não aprenderam coisas básicas como amarrar os próprios sapatos jogando e acessando a internet através de tablets e celulares. Mas será que essa imersão tão precoce no universo tecnológico faz bem para elas? Segundo uma pesquisa feita pela AVG Technologies em 2015 com grupos de famílias do mundo todo, cerca de 66% das crianças entre 2 e 5 anos sabiam usar jogos no computador, 46% sabia como mexer no smartphone e apenas 15% delas eram capazes de amarrar os próprios sapatos. No caso dos brasileiros, o levantamento revelou que 96% das crianças até 9 anos de idade já usam a rede e cerca de mais de a metade delas têm um perfil em redes sociais como o Facebook. Embora não haja um consenso, a superexposição das crianças à tecnologia já aponta consequências em sua interação com os seus familiares.

A internet não para de inovar. Hoje, já é possível aprender idiomas online. Uma plataforma que vem revolucionando o ensino infantil no Brasil é a Preply. Nela, seu filho pode ter aulas particulares de matemática – RJ sem precisar sair de casa.

A tecnologia na infância

Segundo alguns terapeutas, a superexposição das crianças a celulares, iPad, internet e televisão tem relação com o déficit de atenção, impulsividade, atrasos cognitivos, dificuldade de aprendizagem e dificuldade de lidar com sentimentos de perda e de raiva. Outros problemas incluem a obesidade e a privação do sono, já que a criança passa muitas horas sentada e, em geral, usa a tecnologia dentro do próprio quarto. Há também o risco de as crianças se tornarem dependentes.

Diante dos resultados dessa e de outras pesquisas, a Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria impuseram limites para qualquer exposição das crianças a mídias. O ideal é fazer com que a criança se familiarize com as mídias somente após os 2 anos de idade e, ao entrar em contato com esse tipo de dispositivo, o tempo de uso deve ser limitado pelos pais. Até os 5 anos de idade, por exemplo, a criança só deve ficar até 1 hora em frente às telas. Esse limite pode aumentar para 2 horas entre crianças de 6 a 12 anos e para, no máximo, 3 horas entre crianças na pré-adolescência, ou seja, a partir dos 13 anos.

As crianças podem usar a internet e os meios tecnológicos para aprender e por em prática o que aprendem em sala de aula, por exemplo. Além disso, é sempre recomendável que os pais fiquem de olho no que os filhos estiverem vendo e, se possível, bloquearem alguns aplicativos ou sites desapropriados para elas. O mesmo vai para a televisão, o smartphone e os demais aparatos tecnológicos. Os problemas que o uso indiscriminado de equipamentos tecnológicos causa chega com a superexposição da criança e as consequências serão visíveis para a família.

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